I – Em ação de execução para prestação de facto com base em decisão judicial condenatória (na reparação dos defeitos de construção nas partes comuns de um prédio), em que o exequente (condomínio) optou pela prestação do facto por outrem e foi realizada por perito nomeado a avaliação do custo da prestação, ao abrigo do disposto no art. 870.º do CPC, tal avaliação, não obstante tenha um caráter provisório, pode ser “sindicada” pelo tribunal no âmbito de reclamação apresentada pelas partes, até pelo efeito imediato que tem, servindo como referência do valor dos bens a penhorar – “necessários para o pagamento da quantia apurada”, podendo a parte que se considere prejudicada, apresentar reclamação, com arguição de nulidade ou, dada a natureza pericial de que se reveste a avaliação, ao abrigo do art. 485.º do CPC, sem prejuízo de o juiz poder, mesmo na falta de reclamações, determinar oficiosamente a prestação dos esclarecimentos ou aditamentos previstos nos n.ºs 2 e 3 desse artigo.II – Um relatório pericial que extravaze, no todo ou em parte, o objeto da perícia será (total ou parcialmente) nulo, pois corresponderá à prática de um ato que a lei não admite, podendo uma tal irregularidade influir no exame ou na decisão da causa, o que consubstancia uma nulidade processual (cf. art. 194.º do CPC). Quando uma tal nulidade esteja coberta por decisão judicial, que indefere a reclamação apresentada pela parte, poderá implicar a própria nulidade dessa decisão, a arguir no respetivo recurso. Se a avaliação efetuada ao abrigo do disposto no art. 870.º do CPC contemplar reparações não abrangidas pela decisão condenatória, não terá sido devidamente observado o objeto da perícia, nem o da obrigação exequenda, tal como foi fixado na decisão condenatória, o que configura uma violação do disposto nos artigos 484.º, n.º 1, e 10.º, n.º 5, do CPC.III – Assim sucede nos presentes autos, de execução para prestação de facto, instaurado pelo Condomínio de prédio constituído em propriedade horizontal, com base em acórdão que condenou a Executada, ora Apelante, na reparação de determinados defeitos das partes comuns do prédio, uma vez que, do confronto de relatório pericial de avaliação do custo da prestação com o segmento decisório do acórdão e os factos constantes do elenco dos factos provados, resulta terem sido incluídos no objeto da avaliação alguns trabalhos que a Executada não foi condenada a realizar.IV – Nessa parte, há que atender a reclamação apresentada, mantendo-se, quanto ao mais, a decisão recorrida que indeferiu a reclamação, já que, no tocante aos demais trabalhos questionados, não se vê motivo para divergir do juízo pericial, que os considerou necessários para a reparação dos defeitos discriminados no título executivo, não se descortinando no relatório de avaliação vícios que se reconduzam à previsão do art. 485.º do CPC e não se podendo, como, no fundo, pretende a Apelante, retomar a discussão a respeito dos defeitos ou das patologias cuja reparação deverá ser realizada.
"De entre a jurisprudência produzida a respeito de situações próximas da que nos ocupa destacamos os seguintes acórdãos (todos disponíveis em www.dgsi.pt):
- ac. da Relação de Lisboa de 27-02-2014, no proc. n.º 30/11.7YYLSB-B.L1-8:
“ I) No incidente de conversão deduzido em execução para prestação de facto, a avaliação destina-se a fornecer apenas uma estimativa do custo provável das despesas; o valor indicado pelo perito não é definitivo e o exequente fica obrigado a prestar contas que podem ser contestadas pelo executado.II) A celeridade do incidente de conversão da execução e a natureza provisória da avaliação dos custos não se coaduna com a realização de uma segunda perícia.III) Os únicos fundamentos passíveis de sustentar a apresentação de reclamação contra o relatório pericial são a sua deficiência, obscuridade, contradição, ou a falta de fundamentação.”
- ac. da Relação de Guimarães de 06-06-2019, no proc. n.º 4281/16.0T8GMR-A.G1, em cujo sumário se refere, além do mais, que:
“1- A ação executiva para prestação de facto tem lugar sempre que o objeto da obrigação, tal como configurado pelo título executivo, é uma prestação de facto, seja de natureza positiva (obrigação de facere) ou negativa (obrigação de non facere).2- Tratando-se de prestação de facto fungível, a lei (art. 868, nº1, do CPC) consagra a possibilidade de o credor optar entre a execução por outrem ou por indemnização compensatória.3- É fungível o facto em que para o credor é indiferente que o mesmo seja praticado pelo devedor ou um terceiro, por o seu resultado material e jurídico ser o mesmo. Exemplo é a reposição em caixa de cimento do caudal da água captado por um determinado furo.4- Na execução para prestação do referido facto, findo o prazo para a oposição, pode o exequente requer a nomeação de perito que avalie o custo da prestação e, feita a avaliação, procede-se à penhora dos bens do executado necessários a suportar tal custo e ao pagamento das custas processuais, seguindo-se a tramitação do processo de execução para pagamento de quantia certa (art. 870º, nº1 e 2, do CPC). A execução de custeamento tem caráter acessório ou instrumental da execução para prestação de facto, e corre, incidentalmente, com esta.5- A avaliação a efetuar destina-se a, com celeridade mas na observância do contraditório, não afastado (cfr. nº2, do art. 3º, do CPC), a determinar o custo provável (a estimar custos) necessário à prestação por outrem.6- Concluída a avaliação - mera estimativa de custos da prestação por outrem a realizar por perito/s -, após notificação do relatório pericial às partes com decurso do prazo de reclamações contra o mesmo e uma vez satisfeito o ordenado ou determinado nos termos do nº3 e 4, do art. 485º, do CPC, em caso disso, segue-se, de imediato, a penhora, mesmo que haja sido interposto recurso de decisões que se prendam com aquela, a menos que seja prestada caução.”
- ac. da Relação do Porto de 12-09-2024, no proc. n.º 1761/21.9T8LOU-A.P1, em cujo sumário se explica que:
“I - Atendendo ao caráter provisório da avaliação prevista no n.º 1 do art. 870.º do Cód. Proc. Civil, passível de correção ulterior em sede da necessária prestação de contas, a realização da segunda avaliação nenhum efeito assumirá para a fixação do valor do crédito a que o exequente tem direito.II - Face à natureza extrajudicial da realização da prestação por outrem e à necessidade de prestação de contas para a determinação do crédito do exequente, o crédito pecuniário deste (fixado no incidente de prestação de contas, após a realização da prestação) só é pago ao exequente depois da aprovação das contas (n.º 1 do art. 872.º do Cód. Proc. Civil).III - Na tramitação da execução para prestação de facto por outrem a resolução dos casos de discrepância entre o valor do custo estimado obtido na avaliação e o valor do custo efetivo da realização da prestação é feita nos termos previstos no n.º 2 do art. 872.º do Cód. Proc. Civil.IV - Daqui resulta que não é admissível a realização de segunda avaliação, nos termos previstos no art. 487.º do Cód. Proc. Civil, nem é possível afirmar a necessidade e imprescindibilidade da realização de segunda avaliação para a realização coativa do direito do exequente, pressuposto indispensável para se afirmar a existência do dever de realização oficiosa da mesma.”
- ac. da Relação de Coimbra de 25-01-2022, proferido no proc. n.º 4074/18.0T8CBR-B.C1, em cujo sumário se refere precisamente que:
“I) Na execução para prestação de facto por terceiro, o tribunal não fixa o custo das obras a realizar, confirmando ou alterando o valor apresentado pelo perito da avaliação que necessariamente tem de realizar-se.
II) O custo da prestação avaliado pelo perito funciona como estimativa, que poderá ser corrigida para mais ou para menos, em sede de prestação de contas.”
Destes normativos resulta que um relatório pericial que extravaze, no todo ou em parte, o objeto da perícia será (total ou parcialmente) nulo, pois corresponderá à prática de um ato que a lei não admite, podendo uma tal irregularidade influir no exame ou na decisão da causa, o que consubstancia uma nulidade processual (cf. art. 194.º do CPC). Quando uma tal nulidade esteja coberta por decisão judicial, poderá implicar a própria nulidade dessa decisão, a arguir no respetivo recurso. Com efeito, o meio próprio para reagir contra as nulidades processuais cobertas por uma decisão judicial (despacho) que ordenou, autorizou ou sancionou (ainda que só de modo implícito) o respetivo ato ou omissão é o recurso desse despacho, como já explicava Manuel de Andrade, referindo a “doutrina tradicional, condensada na máxima: dos despachos recorre-se; contra as nulidades reclama-se” (in “Noções elementares de Processo Civil”, Reimpressão, Coimbra Editora, pág. 183). Não estando a nulidade a coberto de decisão judicial (despacho), a mesma deve ser arguida, mediante reclamação, nos termos e prazo do art. 199.º do CPC.
Transpondo estas considerações para o caso dos autos e tendo em atenção, além do mais o conteúdo do despacho de 09-12-2024 que indeferiu a realização de 2.ª perícia e o disposto no art. 620.º do CPC, desde já podemos adiantar que, como é óbvio, a ser atendida a reclamação apresentada, daí não se segue que deva ser realizada uma nova perícia, diligência que já foi indeferida por decisão transitada em julgado.
No entanto, a circunstância de a avaliação ter um caráter provisório, não significa que não possa ser “sindicada” pelo tribunal no âmbito de reclamação apresentada pelas partes, até pelo efeito imediato que tem, servindo como referência do valor dos bens a penhorar – “necessários para o pagamento da quantia apurada”. Daí que seja admissível à parte que se considere prejudicada, apresentar reclamação, com arguição de nulidade ou, dada a natureza pericial de que se reveste a avaliação, ao abrigo do art. 485.º do CPC, sem prejuízo de o juiz poder, mesmo na falta de reclamações, determinar oficiosamente a prestação dos esclarecimentos ou aditamentos previstos nos n.ºs 2 e 3 desse artigo.
Importa, pois, apreciar se, face ao objeto da avaliação em causa, atinente ao custo da prestação a realizar (em conformidade com o título executivo), e às objeções suscitadas pela Apelante, cuja qualificação jurídica nos cabe fazer, é de concluir que o relatório de avaliação enferma de alguma nulidade (coberta pela decisão recorrida), deficiência, obscuridade ou contradição ou se as suas conclusões não se mostram devidamente fundamentadas.
Desde já podemos adiantar que a parte da reclamação em que a Executada alega não terem sido efetuadas medições aquando da visita ao edifício não se reconduz a nenhum destes fundamentos, tanto mais que a Apelante, não só não tentou demonstrar que a diligência não decorreu da forma descrita pela Sr.ª Perita, como nada veio alegar quanto à eventual incorreção das medidas que foram consideradas pela mesma, ou seja, nada alegou que permita a este Tribunal concluir que as medidas indicadas no relatório de avaliação não são as corretas face à obrigação exequenda e às caraterísticas do edifício a reparar.
De crucial importância é apreciar se assiste razão à Apelante quando sustenta que o valor da avaliação é excessivo porque “teve por objeto a reparação de todas as patologias de todo o edifício, independemente da origem”, incluindo as “que resultam da falta de manutenção e da ação do tempo”, e não apenas o que foi determinado na decisão condenatória dada à execução, o que, no seu entender, redunda numa condenação para além do pedido, violando o disposto no art. 609.º do CPC.
Ora, não nos parece que seja caso para convocar este preceito, desde logo porque o Tribunal não determinou que fosse efetuada a prestação de harmonia com o determinado pela Sr.ª Perita, mas tão só que a quantia a considerar nos termos e para os efeitos do disposto no art. 870.º, n.º 2, do CPC, seria a que indicou no relatório de avaliação.
Porém, se porventura se constatar que a avaliação contempla reparações não abrangidas pela decisão condenatória não terá sido, como é evidente, observado o objeto da perícia, nem o da obrigação exequenda, tal como foi fixado no acórdão condenatório, o que configura uma inaceitável violação do disposto nos artigos 484.º, n.º 1, e 10.º, n.º 5, do CPC.
A este respeito, não podemos deixar de reconhecer que a Sr.ª Perita não atentou devidamente na circunstância de não estar a ser executada nos presente autos a reparação de todas as patologias do edifício, mas apenas das elencadas no dispositivo do acórdão e tendo em atenção o elenco dos factos provados.
Quanto a todas as outras objeções colocadas pela Apelante, entendemos que não lhe assiste razão, não sendo caso para considerar verificados os vícios previstos no art. 485.º do CPC.
Com efeito, é descabido afirmar que "era preciso verificar os danos de abril de 2007 e aqueles que se verificam hoje”, Já foi ultrapassada a discussão a respeito dos defeitos ou das patologias cuja reparação deverá ser realizada, sendo certo que o objeto da avaliação não é verificar os danos existentes em abril de 2007, mas o custo da reparação das patologias discriminadas no acórdão condenatório.
Também não nos parece possível considerar que “os elementos degradados não são em betão”, e por isso desconsiderar (além dos trabalhos indicados em 4.6 e 5.8 pelas razões suprarreferidas) os trabalhos indicados 2.1.1, 2.1.3, 2.2, 2.3, 2.3.4, 4.1, 6.1, 6.2 do relatório pericial. Na verdade, não vemos motivo para divergir do juízo pericial a este respeito, considerando que estão em causa, entre outros defeitos, várias fissuras e humidades nas paredes exteriores das fachadas Nascente, Poente, Norte e Sul, dos Blocos 3 e 4 do Edifício, pontos de humidade e fissuras na esquina interior de ligação entre todos os Blocos, que a fachada Nascente, do Bloco 4, apresenta várias humidades na sanca da cobertura e o seu revestimento está a soltar-se, que há fissuras nas paredes exteriores das fachadas Nascente, Poente, Norte e Sul, dos Blocos 5, 6, 7 e 8 do Edifício, que o rés-do-chão da fachada Sul, do Bloco 6, apresenta diversas fissuras e humidades, que os tectos das garagens apresentam vários pontos de humidade, em especial nas zonas de junta de dilatação, que a parede tardoz das garagens evidencia escorrimentos de águas, que a parede junto ao vão da caixa de escadas no último piso do Bloco 5 apresenta uma fissura, que as paredes da caixa de escadas do Bloco 6 apresentam fissuras, e que as juntas de dilatação horizontais de vigas, nas paredes das garagens e as juntas de dilatação no pavimento das garagens, estão abertas.
O mesmo se diga, aliás, quanto à área a intervencionar referida no ponto 2.3.1 (Reparações diversas e pintura em tetos e beirais exteriores das zonas de entradas, pátios e saliências, como varandas, floreiras e outros), face às patologias identificadas, mormente nos pontos F.4., Y.4., Z.4., A.5., E.5. G.5., H.5. I.5., L.5., O.5., P.5., Q.5., R.5., T.5., U.5., V.5., W.5., Z.5. e A.6.. Não se nos afigura que tais áreas não estejam abrangidas nos pontos de factos indicados. De qualquer forma, mesmo que uma parte não estivesse danificada, parece-nos que não seria conforme com as boas práticas de construção civil, reparar fissuras e defeitos de pintura, deixando parte dessas mesmas paredes ou tetos (ou até das paredes/tetos que estão ligados) por pintar, ficando à vista uma diferença entre uma parte com pintura recente e uma parte com pintura mais antiga, sendo certo que, como já acima referimos, não há motivo para considerar que as medidas indicadas no relatório de avaliação não são as corretas.
Idêntica resposta merecem as objeções relativas ao capítulo 6 – “caves de estacionamento”, por ter sido considerada a repintura das paredes e tetos das caves, não devendo haver qualquer alocação de verba para reboco, ou Capítulo 7 – “zonas comuns interiores”, porque (supostamente) deveriam ter sido consideradas apenas as escadas.
Também não tem sentido objetar que do capítulo 1 “Estaleiro e todos os trabalhos acessórios”, não consta referência temporal, mas apenas o preço unitário. Na verdade, parece-nos evidente que o valor indicado teve em consideração o tempo necessário à realização dos trabalhos em causa.
Ademais, entendemos ser descabido argumentar que em relação ao custo dos andaimes ou a qualquer outro trabalho haveria que dividir a responsabilidade entre as partes em função da responsabilidade de cada uma pela degradação de cada um dos pontos a intervir. É que, repete-se, já não estamos a discutir quais são os trabalhos da responsabilidade de cada uma das partes, resultando claro do acórdão condenatório quais são as reparações a realizar pela Ré, não nos parecendo, até pela possibilidade de alguns trabalhos poderem ser realizados em simultâneo, que a circunstância de serem desconsiderados os trabalhos suprarreferidos venha a ter impacto relevante neste ponto, em particular, no tocante ao período temporal em que será necessário estarem montados os andaimes.
Por outro lado, não resulta dos factos provado que no Capítulo 3 – “varandas e terraços” tenha sido considerada a “substituição das telas de xisto” por mármore (ponto 3.4). Supomos que a Apelante se está a referir a “pedras” de xisto. Porém, não está provado que as pedras existentes sejam xisto, nem que a sua substituição por pedra mármore seja mais dispendiosa. De qualquer forma, se essa foi considerada pela Sr.ª Perita a pedra mais adequada, não podemos deixar de admitir que tal se prende com as propriedades do material indicado (mormente pela menor porosidade). Ora, destinando-se os trabalhos à eliminação, além do mais, das infiltrações existentes, não se descortina, neste particular, nenhum fundamento para atender a reclamação.
Finalmente, repete-se que a conclusão de que os “valores a serem assumidos pela recte. são até 30% de área de fachada intervencionada” e de que deve haver “rateio do andaime e da pintura com o condomínio (30% recte. e 70% condomínio recdo.)” não encontra suporte no elenco dos factos provados, concordando-se com a apreciação que a este respeito foi feita pelo Tribunal recorrido.
Assim, procedem em parte as conclusões da alegação de recurso, ao qual será concedido parcial provimento, atendendo-se parcial parcialmente a reclamação apresentada pela Executada, nos termos suprarreferidos, pelo que não será considerada, na avaliação do custo da prestação, o valor dos trabalhos indicados nos artigos 4.6, 5.5, 5.6, 5.8, 5.9, 6.3, 6.4, 11.1 e 11.2. do relatório pericial, que perfaz o total de 54.602 € sem IVA e 66.614, 44 € com IVA, e de parte dos trabalhos referidos no artigo 3.2., devendo a Sr.ª Perita esclarecer qual o valor corrigido da avaliação.
Vencidas ambas as partes, são responsáveis pelo pagamento das custas do recurso, na proporção, que se afigura adequada, de 97,5% a Apelante e 2,5% o Apelado (artigos 527.º e 529.º, ambos do CPC), com dispensa do pagamento de 90% taxa de justiça remanescente, ao abrigo do disposto no art. 6.º, n.º 7, do RCP, atendendo à menor complexidade do recurso, em termos relativos, e à conduta das partes evidenciada pelo teor da alegação de recurso e pela inexistência de alegação de resposta."
[MTS]